Depressão ou fadiga da pandemia?
Estamos há quase um ano em pandemia e muitos de nós estamos a sentir o impacto emocional da incerteza, da preocupação e das mudanças dramáticas nos nossos hábitos e nas nossas vidas. Embora seja normal ter pensamentos frequentes acerca da COVID-19, esteja atento se esses pensamentos se tornarem mais frequentes, ou começam a ter um impacto no seu dia-a-dia.
Neste artigo ensinamo-lo a reconhecer e a lidar com as mudanças de humor relacionadas com a pandemia e quando deve procurar ajuda profissional.

Sintomas de fadiga da pandemia
Os sintomas diferem entre pessoas, contudo há sintomas comuns e que devem ser monitorizados. Um deles é sentir que já não gosta tanto das coisas como antes, esse é um dos primeiros sinais que está a sentir fadiga da pandemia.
Outros sintomas comuns incluem:
- Sentimentos de tristeza, vazio ou desespero;
- Sentimentos de inquietação;
- Culpa;
- Raiva ou irritabilidade mais do que o normal;
- Distanciar-se de coisas que costumava desfrutar;
- Evitar falar com amigos e família;
- Mudanças no sono (dormir demasiado ou não o suficiente);
- Pensamentos sobre magoar-se a si próprio;
- Alterações no apetite ou no peso (aumento ou redução).
Devido às restrições, estamos limitados a muitas das coisas que costumávamos fazer e que nos trazem alegria. Portanto, quaisquer restrições autoimpostas podem ser um sinal de algo mais sério.
Preste atenção ao tempo que os sintomas duram
Os sintomas de fadiga podem ser muitas vezes os mesmos que os da depressão ou da ansiedade. A diferença é o tempo que estes sentimentos duram.
A fadiga pode surgir e desaparecer, mas um episódio depressivo major dura pelo menos duas semanas. Se está constantemente distraído das tuas tarefas normais, como o trabalho ou a vida familiar, isso pode ser um sinal de algo mais sério.
Não rejeite sintomas depressivos só porque tem momentos ocasionais de felicidade ou alegria. Ter um episódio depressivo não significa que não se possa passar por momentos de felicidade. Mas se se sente triste, zangado ou ansioso a maior parte do tempo, pode precisar de ajuda profissional.

Faça o oposto do que o seu corpo lhe diz
Embora possa ser difícil, às vezes a melhor coisa para sair de um episódio depressivo é fazer o oposto do que o seu corpo está a dizer para fazer. Por exemplo, a sua depressão pode dizer-lhe para evitar algo que antes gostava, como sair da cama para dar um passeio. Contudo, assim que o faça, provavelmente vai descobrir que não foi tão mau como pensava que seria.
Sair de casa, apanhar ar fresco, falar com amigos ou familiares, e fazer exercício físico são algumas das opções que ajudam a lidar com sintomas depressivos ou a fadiga da pandemia, sem ter que se preocupar com o distanciamento social.
Até breve
Catarina Abrunhosa
